Sem pé nem cabeça

Poesia de índia

 

Dois minutos passaram a ser muito tempo. A paciência andava apressada. Tutu pá, tutu pá, tutu pá …

Mais uma parada e já era hora de descer naquela piracema de gente. Da última vez haviam levado um sapato de quem parecia ser uma jovem descolada.  Agora ela limpava a latinha antes de beber. Tinha medo de ficar naquela piracema.

Cada saída trazia um canhão de luz esperando no fim do túnel, mas o que não se via eram os passos desajeitados de quem corre, mas não sabe contra o que.

Talvez para chegar a frente, talvez para fugir a tempo, talvez simplesmente por correr.

 

Marcela Boechat

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4 thoughts on “Sem pé nem cabeça

  1. Linda poesia! Eu não sabia dessa sua veia poética! O curioso é que foi escrito em 07 de Setembro, Independência… Curta a sua independência e dê seus gritos de Liberdade!!! Beijos

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